Faz parte do meu estudo retomar alguns conceitos teóricos. Eu li muito no início da bolsa (setembro-agosto), agora eu vejo que preciso rever as citações.Bem lá no começo, eu li "Memória de Empresa, História e Comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações"/ organizador Paulo Nassar. Na página 23, Karen WORCMAN aborda:
"Trabalhar a Memória Empresarial não é simplesmente referir-se ao passado de uma empresa. Memória Empresarial é, sobretudo, o uso que uma empresa faz de sua história. E dependerá da forma de perceber e valorizar sua própria história que as empresas podem aproveitar (ou perder) a oportunidade de utilizar essa ferramenta fundamental para adicionar mais valor à sua atividade."
Portanto, um acervo em si nem sempre significa construção de relacionamentos.
Uma sala com documentos, fotografias e livros sobre a trajetória da instituição não é sinônimo de uma boa comunicação institucional. Esse quesito vai depender de como a memória é tratada pelos dirigentes e demais funcionários. Se ela é vista como algo estanque, uma dispensa para colocar velharias (ou para colocar aquelas coisinhas que nós não sabemos muito bem o que fazer com elas), então, essa "memória" é só para juntar pó e mofo!
Uma Memória que proporciona vantagens para os negócios e relacionamentos é aquela antecipadamente planejada. Os responsáveis traçam metas; a partir daí selecionam o material que irá ao encontro delas; fazem campanhas para determinados públicos tomarem conhecimento do ambiente; buscam os valores, sentimentos, filosofias que estão "impregnadas" naquela documentação toda.
História é movimento, ação, e não um simples depósito de "peças sem utilidade". História não para, não freia, vai nos tocando para o futuro. A História, todo dia, nos revela um segredo. Porém, apenas se soubermos escutá-la... atenciosa e carinhosamente.
Oi, Alina!
ResponderExcluirEu havia feito um comentário aqui na semana passada, mas, infelizmente, não sei o que ocorreu que não foi postado. Hoje quando entrei no seu blog, acabei verificando essa falha. Portanto, encaminho novamente a mensagem:
Olá, Alina!
Parabéns pela sua iniciativa! É muito bom saber que pessoas de outras áreas do conhecimento compartilham da preocupação com a salvaguarda dos documentos. Com certeza, a memória de uma empresa é fundamental, pois com ela constituímos a sua identidade. Sinceramente, é uma surpresa muito gostosa ver o quão presente está a História no seu campo de estudos e pesquisa. Concordo com você quando diz que é difícil encontrar pessoas da área de RPPP interessadas com tanta veemência pela história. Acredito que isso ainda é uma conseqüência da história positivista, que nos apresentava uma ciência estática e pontual. Assim como você, percebo a história em constante movimento e em eternas construções. Atualmente, contamos com a valorização dos trabalhos relacionados à memória empresarial, o que enfatiza a sua importância entre o “mundo dos lucros”. Penso que caminhamos cada dia mais, mesmo que ainda entre tantas intempéries, para a interdisciplinaridade. È necessário sairmos dos casulos pré-estabelecidos, romper fronteiras, para assim construirmos conhecimentos múltiplos entre uma sociedade tão heterogênea.
Renata Andreoni