
Algo me provoca, me instiga. Nas entrelinhas dessa pesquisa, tenho o desejo de descobrir quais das empresas genuinamente se interessam em investir em projetos de Resgate da Memória, ou, predominam somente as intenções "marketeiras"?
Não gosto de pensar em Relações Públicas como uma função de "modulação da imagem", omitindo as atitudes incoerentes, a exploração da mão-de-obra, as falcatruas nas transições... Defendo que a profissão se volte para o sentido humano, preocupando-se sinceramente com o bem-estar e a satisfação das necessidades de seus públicos. Aliás, não só satisfazer, como também SURPREENDER!
As pessoas passam muito tempo em seus locais de trabalho, assim como nossa vida depende quase 100% de produtos e serviços.... Estamos condicionados ao mercado, e o capitalismo (infelizmente?) não é mais "escolha", é destino de quem nasce e deseja "sobreviver" no Planeta Terra. Portanto, a história das empresas é indispensável para compreendermos a sociedade. Acho um dever que elas publiquem as suas trajetórias. Como elas não são "ilhas", ou seja, a sua sobrevivência depende dos funcionários, clientes, governo, da Natureza, acho imprescindível que tenham esse compromisso de relatar os seus feitos. De que maneira foram importantes para a nossa região ou o nosso país? Qual é o seu lado positivo, ou somente esperam enriquecer os proprietários?
A Memória Institucional também é um direito dos cidadãos. Precisamos estar conscientes do que nos cerca, do que comemos, do que pagamos,... E não aceitamos "maquiagem". A mentira tem pernas curtas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário