Relato de uma Pesquisa Científica

O quanto os acervos e programas de documentação e memória podem ser favoráveis para a construção de relacionamentos entre a instituição e seus públicos? No meio de tanto caos, as relíquias do tempo merecem um pouco mais de atenção, por isso realizo esta pesquisa. Se deixarmos que o passado se degenere silenciosamente, onde ficará a nossa identidade? Instituições são como pessoas, uma amnésia pode derrotar o futuro.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tá na hora!




Terminando... a Pesquisa. No fim, não cumpri minha proposta de aqui relatar o passo-a-passo de bolsista de iniciação científica. Mas, pelo menos, pude expressar pensamentos sobre o tema Memória. Ao longo desses dois anos de estudo, me aprimorei muito no que tange à construção de trabalhos científicos. Também pudera, quantos artigos eu consultei e "fichei" (fichamento bibliográfico), nossa, perdi a conta. Como mudei de curso, pretendo enveredar para outra área, mas ainda mantendo o link com a Memória.

Agora escrevo o Relatório Final, o "finalzão" como costumo chamar. Estou com pressa, porque daqui a pouco chega a hora de entregar. E eis a hora da avaliação!!!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Preparação para nova etapa


Já passaram agosto e setembro... Estamos na metade de outubro! E eu preciso colocar em dia a minha pesquisa. O que eu fiz nestes últimos tempos? Li. Li muito por sinal. Em torno de 30 livros. Agora, em compensação, tenho bastante conteúdo para os próximos artigos e para o Relatório Final.

Analisarei todas as fichas catalográficas produzidas e elaborarei a pauta que comporá a Técnica de Entrevista. Além do mais, terei de pensar no roteiro de visitações: em torno de 5 instituições estão no nosso destino - aquelas que tenham uma equipe multidisciplinar trabalhando nos programas de Documentação e Memória e se localizem na região metropolitana.

Nossa intenção, em suma, é conhecer as estruturas, os ambientes do memoriais, o clima e a cultura manifesta em tais locais. Sobretudo, o objeto de interesse está no posicionamento dos coordenadores em relação a esse novo campo de atuação para os relações-públicas. Como a comunicação é trabalhada? Como são percebidos, planejados, executados e avaliados os projetos de Memória Institucional?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mudança de curso


Alguns me chamam de louca pela decisão que tomei nesse último semestre. Mas, foi uma escolha que desde cedo queria para a minha vida: ser jornalista. Saí das Relações Públicas. De certa forma, aproveitei o tempo, mais precisamente quatro semestres, em que estive rodeada de teorias acerca dos "relacionamentos entre a organização e os seus públicos".

Talvez, após a conclusão do Jornalismo, eu volte e me forme também nessa importante profissão. Mas, por enquanto, dedicarei-me às reportegens, ao ofício de contar histórias.

Não deixei de lado a Pesquisa, porque ela apresenta um caráter amplo e interdisciplinar. Refiro-me à Memória e à Comunicação Institucional, onde milhares de jornalistas trabalham ao lado de relações-públicas, maximizando resultados e oportunizando a construção de imagens empresariais mais coerentes.

Além disso, as Relações Públicas ainda serão alvo de meus estudos, no que tange ao levantamento bibliográfico.

Falando em Referências, vale destacar que a etapa da Pesquisa vivenciada neste instante consiste no Levantamento de Dados - através do Fichamento de livros, teses, artigos. De tanto ler, até aprendi a ler mais rápido. Hehehe, aprendi a tal da "leitura dinâmica'.

A Iniciação Científica sempre nos beneficia de alguma maneira.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mais um ano, quem sabe


Depois de um semestre cheio de trabalhos, provas e pesquisa científica, estou tirando umas pequenas férias (mais ou menos dez dias). Dia 31 de julho acaba meu contrato com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas pretendemos estender o trabalho por mais um ano. Portanto, foi enviada ao Conselho uma proposta de renovação da Bolsa PIBIC. Estou contando com mais este período para realizar entrevistas com acadêmicos, visitas a algumas instituições gaúchas com acervos históricos e análise de suas ações de Comunicação Institucional.


Durante o tempo em que não publiquei textos no Blog, estive envolvida na criação de artigos, Levantamento Bibliográfico e mais algumas atividades que eu fiz para ajudar a coordenadora do projeto em seus compromissos. De repente, o tempo voou. Não teci comentários a respeito de livros e outras pesquisas porque, nessa fase, estava colocando os resultados no papel.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Aprendendo a aprender... Congresso Abrapcorp


Já passou algum tempo depois do evento, mas não posso deixar de falar do IV ABRAPCORP* - Comunicação Pública: Interesses Públicos e Privados. O congresso reuniu na PUCRS e na UFRGS os estudantes, pesquisadores, professores e profissionais da Comunicação para discutir questões pertinentes à área. Durante os dias 20 21, 22 de maio a programação do evento oferecia conferências, painéis, debates, oficinas, apresentãção de Grupos de Trabalhos e Espaço de Iniciação Científica.

Até fiquei um pouco cansada de tanto estudar e ouvir falar de estudos, porém, isso é um detalhe insignificante se comparado à riqueza de conhecimento obtida. Além do mais, pude divulgar a pesquisa.

Na hora de apresentá-la eu estava bem segura, e o trabalho foi um sucesso. Recebeu uma crítica, mas isso é "normal", não é mesmo? O pesquisador precisa lidar com esse tipo de situação e, assim, conquistar novas aprendizagens. Todos os vencedores, já foram criticados alguma vez nas suas vidas. Através de reuniões intelectuais do gênero, escutamos a sabedoria dos outros e aprendemos que o que nos falta é... APRENDER AINDA MAIS!

O importante não é o que sabemos até agora, mas sim a humildade em reconhecer que ainda há um oceano de descobertas pela frente.

Por fim, conversei com outros estudantes e pudemos desfrutar de um importante intercâmbio de ideias e experiências.

*Associação Brasileira dos Pesquisadores em Comunicação Organizacional e Relações Públicas

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mãos à massa

Semana passada tive o meu primeiro artigo "corrigido" pela coordenadora do projeto, e, no primeiro instante, levei um susto. Quantos erros!! Mas acho que isso é normal e até necessário para o meu crescimento.

Um trabalho científico é muito mais difícil do que eu pensava. Ao mesmo tempo, porém, torna-se desafiante. Difere de tudo que escrevemos no dia-a-dia, nele todos os passos devem ser descritos, para que não pareça um simples "achismo" ou um "chute" improvisado. A ciência é um processo rigoroso, onde predomina a causa e o efeito, a objetividade, a comprovação.

Nesses últimos dois meses, concentrei as energias na "exteriorização" da pesquisa: passo fundamental para que ela se torne conhecida e debatida pela sociedade.

Agora, durante o fim de maio e todo o mês de junho, a minha tarefa será o levantamento bibliográfico baseado em cinco assuntos chave: Relações Públicas (todas as publicações desde 2005), Comunicação Institucional, História Institucional (Organizacional, Empresarial), Memória Institucional (Organizacional, Empresarial, Cultural) e Acervo Institucional(Organizacional, Empresarial, Cultural)

Mãos à massa... que já estou atrasada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Alcar RS 3° Encontro do Núcleo Gaúcho de História da Mídia


Ontem e anteontem participei de um congresso muito interessante aqui na PUCRS.

Fiquei feliz porque foi a primeira apresentação da pesquisa, e tive de superar alguns receios.

Mais feliz ainda fiquei por conhecer pessoas que também focam seus trabalhos na inter-relação História/Memória e Comunicação. Oba! Pude "trocar figurinhas"!

O 3° Encontro do Núcleo Gaúcho de História da Mídia foi uma excelente oportunidade para alimentar o interesse pela "nova cara" que as investigações históricas podem dar aos estudos nos campos da Comunicação.

... Aliás, nem tão "nova" assim - afinal, faz tempo que História e Comunicação andam flertando, mas, com só com esses congressos, o namoro é assumido de vez! Sem mais o que esconder, o namoro revela todas as suas "conexões". Porém, sempre acaba resguardando alguns mistérios, para desafiar os mais curiosos.


O evento contou com a presença de pesquisadores dedicados a esta temática, como o professor Francisco Rüdiger, Jiani Bonin, Juracy Assmann etc. Uma das grandes "atrações" foi a palestra de abertura do congresso (12/04) na qual o escritor Luiz Antonio de Assis Brasil trouxe até atores para encenar algumas histórias do personagem de sua pesquisa. Ou seja, houve espaço também para as Letras e para as Artes Cênicas. Mais interdisciplinar do que esse encontro seria impossível!!


Aproveitei ao máximo, pois é muito bom ver o conhecimento sendo aclamado, valorizado e visto como ponto de partida para outras buscas e experiências científicas. Quem participa só tem a ganhar.