Relato de uma Pesquisa Científica

O quanto os acervos e programas de documentação e memória podem ser favoráveis para a construção de relacionamentos entre a instituição e seus públicos? No meio de tanto caos, as relíquias do tempo merecem um pouco mais de atenção, por isso realizo esta pesquisa. Se deixarmos que o passado se degenere silenciosamente, onde ficará a nossa identidade? Instituições são como pessoas, uma amnésia pode derrotar o futuro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Retrô parte 3

Ainda falando de referências bibliográficas (ih, você deve estar de saco cheio desse papo), utilizei um método de fichamento dos livros. Anotava os dados completos da obra (autor, ano, editora, etc), tomava nota de como ela podia contribuir para o meu estudo e transcrevia as citações mais importantes (com o número de suas respectivas páginas).

Além de História, RP e tal, também adentrei no campo da Medicina -psiquiatria. Nossa! Memória é um tema com extensão em diversas ciências. Aí sim fiquei nervosa (novamente!). Mas o Izquierdo, em seu livro "Memória", conseguiu me acalmar, esclarecer-me os pontos básicos sobre o funcionamento da memória no âmbito cerebral, vamos dizer assim.

Após o levantamento bibliográfico inicial (sempre vou continuar lendo, mas agora utilizando conjuntamente outros instrumentos de pesquisa), realizei o MAPEAMENTO das instituições públicas e privadas que mantém programas de documentação e memória. Este mapeamento foi através dos portais corporativos, ou seja, uma pesquisa digital.

Ao contrário da Bibliográfica, foi uma etapa bastante prática, utilizei 4 metodologias.
  • Primeiro, pesquisei no Google, hehehe, a maneira mais tradicional de busca. Utilizei expressões do tipo "acervo histórico", "documentação histórica", "memória empresarial", "memoriais", etc. Assim consegui localizar umas 4 instituições.

  • Segundo, considerei as empresas "As Cem Maiores do RS"/publicação da Revista Amanhã - setembro 2009. Entrei no site de cada uma delas (e também pesquisei no Google publicações sobre elas) para verificar se havia algo relacionado a acervos, a memoriais. Bem, não me lembro muito bem, mas acho que totalizaram umas 13 empresas*.

  • Terceiro, procurei nos sites das universidades do RS quais delas demonstram ações de resgate da memória institucional: os resultados melhoraram , a maioria tem algo nesta área.

  • Quarto método: foi a vez de procurar as instituições públicas do RS com acervos históricos. Usei o site "Sistema brasileiro de Museus" (http://www.museus.gov.br/).

Ao todo, foram 37 instituições encontradas, um bom corpo para a pesquisa. Depois, o negócio era bolar o questionário e saber quantas delas se interessariam realmente em fazer parte do estudo. OBS.: Após, contato por telefone, e-mail e envio de questionários, foram deixadas de lado 4 instituições, pois estas estavam com projetos parados, ou não tinham iniciativas nesse sentido (me enganei na busca) ou então porque ainda possuem espaços muito modestos para serem considerados Memoriais/Acervos.

*Estou sem os dados exatos aqui por perto.

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