Relato de uma Pesquisa Científica

O quanto os acervos e programas de documentação e memória podem ser favoráveis para a construção de relacionamentos entre a instituição e seus públicos? No meio de tanto caos, as relíquias do tempo merecem um pouco mais de atenção, por isso realizo esta pesquisa. Se deixarmos que o passado se degenere silenciosamente, onde ficará a nossa identidade? Instituições são como pessoas, uma amnésia pode derrotar o futuro.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Continuação: O que você faz para não esquecer



Continuando: ... Ou seja, está na hora de comemorar, de socializar nossas memórias. Porém, cuidado, pois atualmente "os ritos de recordação concretizam-se como meras cerimônias, sem a seiva da comunhão ritual."(CATROGRA, 2001)
Não adianta a empresa promover um evento sobre seus "x" anos de existência, se ela não reconhece os seus princípios, os seus valores, suas tradições, a essência instalada em suas práticas, o seu modo de reagir frente aos desafios, e, sobretudo, a voz dos seus funcionários e da comunidade que lhe rodeia. Em suma, a comemoração tem que ser de corpo e alma!
P.S.: Sobre o que fazer para não esquecer, agora estou descobrindo um novo instrumento (que não deixa de ser sustentado pela escrita): o Blog. Também é uma forma de registrar memória, pelo o que estou percebendo. Pelo menos, a memória dos indivíduos.
O problema é se der uma pane na Internet (imagina, ela nunca mais existir?!), a tal memória vai para o ralo. Por isso que Pierre Nora tem lá a sua razão por afirmar: "se habitássemos ainda nossa memória não teríamos necessidade de lhe consagrar lugares." Bem, é de se pensar.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente. Salve Pierre Nora! Recordar é viver. A mémória institucional deve ser valorizada. Salve a todos os que fizeram o trabalho de uma empresa dar resultado.

    Tenho dito

    Leonardo Fister.

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