Relato de uma Pesquisa Científica

O quanto os acervos e programas de documentação e memória podem ser favoráveis para a construção de relacionamentos entre a instituição e seus públicos? No meio de tanto caos, as relíquias do tempo merecem um pouco mais de atenção, por isso realizo esta pesquisa. Se deixarmos que o passado se degenere silenciosamente, onde ficará a nossa identidade? Instituições são como pessoas, uma amnésia pode derrotar o futuro.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Agora, falando em empresas


Levando esse papo para a área das empresas, fica claro que uma organização a qual trabalha apenas centrada no seu presente - sem considerar as suas raízes, a sua cultura, missão e valores - cai no automatismo dos afazeres e na superficialidade cotidiana.O que acontece com os funcionários? Não sabem por que estão ali, qual a razão da empresa também estar ali, o que a empresa tem a ver com o desenvolvimento do país...
Enfim, viram bonequinhos de produção, como se vivêssemos ainda no tempo do fordismo e taylorismo. Aliás, podem até saber qual a razão de trabalharem em tal empresa: receber o salário no fim do mês. Só isso? Portanto, é só devido ao dinheiro que se motivam a "passar o cartão"? Nãããoooo! Vamos mudar essa situação!

Hoje a realidade é outra. Precisamos fortalecer o sentimento de pertencimento, de vestir a camisa com emoção, desejo, sonhos. A empresa necessita "mostrar a sua cara", e não apenas com presentinhos e campeonato de melhor funcionário do mês. A sua verdadeira face se revela quando investigamos o seu passado.

Afinal, o hoje é muito rápido, mutante e instável. Já o ontem é um registro seguro, fiel, imutável e cúmplice. Apoiar-se no presente é como pedir para cair, pois trata-se de um apoio escorregadio. Apoiar-se no passado é ter uma atitude muito mais racional e sábia, porque a partir dele é que construímos certezas.

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