
Eu escrevo para não esquecer. Exemplo, antes do vestibular, Enem e demais provas da vida, a minha tática para um melhor estudo é escrever e reescrever aquele conteúdo em algum lugar - se possível, deixar bem à vista, colado na parede, no armário, etc.
Quando se fala de vida pessoal, como eu já disse num dos posts anteriores, minha estratégia (e hobbie) é escrever diários. Tem gente que ri, diz que é coisa de menininha, mas eu sou uma MENININHA! É como se o universo dos diários fosse meu "lugar de memória", conceito citado por Pierre Nora. Estou estudando este gênio, porém, tenho algumas dificuldades.
Achei um autor bem acessível e interessante para a minha pesquisa: Fernando Catrogra. Ele escreveu o artigo Memória e História... Com ele, estou construindo meu raciocínio sobre estas áreas. Segundo este autor, apesar do nascimento da escrita, o rito ainda se mantém como meio mais adequado à construção e reprodução de memórias individuais e coletivas. Catrogra também fala que comemorar é "sair da autarcia da recordação (manifestação potencialmente patológica) e integrar o eu através de práticas simbólicas e comunicativas."
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